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DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR NO CONTEXTO DO ENSINO REMOTO
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Uma das grandes dificuldades para as escolas têm sido dar continuidade ao processo de formação dos alunos. Nesse sentido, esse texto trata-se de um relato de experiência de uma professora que leciona em escola de tempo integral na oficina de Jogos Matemáticos no interior do estado de São Paulo.
O ensino remoto foi e continua sendo uma medida de caráter emergencial, portanto, estão sendo realizadas várias modificações nos processos de ensino e aprendizagem. Dessa forma, tem sido essa a realidade de muitos professores e professoras. Na tentativa dessa adequação, pesquisei formas de adaptar atividades do formato presencial para o formato virtual. Como sou professora de Jogos Matemáticos pesquisei atividades que pudessem contribuir para a construção do conhecimento dos alunos, sendo que uma das maiores dificuldades, se refere justamente à aprendizagem dos conceitos matemáticos. Assim, pesquisei Jogos matemáticos que pudessem ser atrativos para os alunos e que, ao mesmo tempo, pudéssemos, minimamente, tentar diminuir as defasagens escolares. As atividades que foram realizadas no formato online foram realizadas também no formato impresso, porém ressaltamos que as crianças que não têm condições de participar da aula online acabam sendo prejudicadas, pois, de certo modo, há uma interação mínima durante a aula virtual e as crianças que realizam as atividades apenas no formato impresso acabam interagindo apenas com os familiares sendo privadas, de certa forma, de ao menos ver e conversar com os colegas e a professora.
A aula online foi realizada em parceria com duas professoras. Iniciamos a aula virtual com uma acolhida e conversamos, inicialmente, sobre os sentimentos das crianças durante o período de pandemia. Ouvimos relatos como: “Sinto falta dos meus amigos”, “Quero voltar para a escola”, “Não tenho com quem brincar”. Diante disso, trabalhamos com a leitura do livro O monstro das cores, da autoria de Anna Llenas. As crianças ficaram eufóricas e todas queriam falar ao mesmo tempo sobre como estavam se sentido. Posteriormente, realizamos uma brincadeira em que os alunos deveriam buscar objetos de acordo com o pedido da professora e que tivessem uma representação emocional para os alunos, por exemplo, buscar um objeto que as deixava feliz, um que as deixava triste, um que as lembrava da escola. Durante a brincadeira, conversamos com as crianças sobre o porquê da escolha daquele objeto. Muitas crianças mostraram brinquedos, animais de estimação, trouxeram os cadernos ou o uniforme da escola, de fato, elas sentem muita falta da escola e da convivência com os amigos e professores (as). Posteriormente, iniciamos o jogo da memória virtual denominado de Emojis. O jogo da memória foi compartilhado em tela e cada criança tinha a sua vez de falar e tentar formar pares. As crianças adoraram.
Na turma em que foi realizada essa atividade, há crianças com dificuldades nas habilidades e objetos de conhecimento matemáticos. Nesse sentido, sabemos que a atividade não foi realizada em contexto ideal, ou seja, de forma presencial, mas as aulas não pararam e nós professores e professoras tivemos que nos reinventar, afinal a aprendizagem não pode parar. Diante dos desafios e das dificuldades que a pandemia nos impôs, é importante destacar que apoio familiar está sendo indispensável para a realização das atividades de forma remota. Espero que após a pandemia olhemos para a escola, para os alunos e familiares com um único olhar: o humano.
