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ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL COM BEBÊS PREMATUROS
20/11/2020

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No dia 17 de novembro é comemorado o dia da conscientização mundial sobre a prematuridade e profissionais como Terapeutas Ocupacionais, podem auxiliar no desenvolvimento desses bebês, desde as primeiras horas de vida fora do útero.

Mas você deve estar pensando: O que um terapeuta ocupacional pode fazer com um bebê prematuro?

A atuação do Terapeuta Ocupacional com o bebê prematuro se inicia desde a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e é de extrema importância, pois a internação traz riscos para o desenvolvimento infantil, além da separação mãe-bebê, portanto, a atuação do Terapeuta Ocupacional na UTIN tem como objetivo prevenir ou minimizar atrasos no desenvolvimento do bebê, por meio de avaliações; posicionamento no leito; inibição de estímulos; prescrição e confecção de órteses.

Após a alta da UTIN, os terapeutas ocupacionais podem acompanhar os bebês para avaliar o desenvolvimento infantil e orientar os pais. 

O desenvolvimento infantil é um conjunto de mudanças nas características bipsicológicas do sujeito, que se dão através da interação dele com outras pessoas, dos fatores ambientais, do período histórico em que esse indivíduo se encontra e de suas próprias características que são capazes de influenciar esse processo. É o período mais importante da vida humana, uma vez que são as habilidades adquiridas durante essa fase que preparam o bebê para um melhor desempenho durante as fases seguintes da vida.

A Diretriz de Estimulação Precoce do Ministério da Saúde, afirma que o acolhimento e o cuidado à saúde do bebê por meio de uma estimulação ampla no seu desenvolvimento, é tarefa primordial para a promoção de saúde, prevenção de agravos e a identificação de atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, visto que é nessa fase em que a formação de habilidades primordiais e a plasticidade neuronal estão fortemente presentes, proporcionando amplitude e flexibilidade para progressão do desenvolvimento nas áreas motoras, cognitivas, sensoriais, de linguagem e socioemocionais.

Por meio do brincar, os terapeutas ocupacionais irão oferecer oportunidades para que os bebês prematuros se desenvolvam de maneira adequada através dos estímulos aos quais serão expostos.

O brincar é a ocupação da infância que favorece a aquisição de habilidades necessárias para o desempenho ocupacional de atividade de vida diária, escola e lazer. É o meio que a criança utiliza para conhecer o mundo, vivenciar novas experiências, além de colaborar para construção de sua personalidade.

Durante as intervenções de Terapia Ocupacional podem ser utilizados brinquedos e brincadeiras, como recurso, como meio e fim na estimulação. E assim, o profissional poderá observar o comportamento da criança e conhecer suas particularidades e desta forma, conseguirá traçar as metas e objetivos da intervenção, sendo essenciais para um bom resultado.

Gostaria de agradecer ao Café Inclusão pelo espaço e dizer que sou grande admiradora. Aproveito para convidá-los a seguir o Laboratório de Estudos em Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI) nas redes sociais (facebook, instagram, twitter e youtube). Lá falamos um pouquinho dos projetos que temos desenvolvidos, e um deles, é o “Monitoramento das condições de saúde de gestantes e bebês em uma Estratégia de Saúde da Família” que tem por objetivo a ampliação de ações para o monitoramento da gestante e do bebê por meio do olhar da clínica ampliada. As principais temáticas trabalhadas são as maneiras de estimular o desenvolvimento infantil no ambiente domiciliar, adaptações domiciliares a fim de favorecer o desenvolvimento, os cuidados relacionados ao posicionamento, a importância de incentivar o brincar e a atenção específica de cada fase do desenvolvimento infantil.

 

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de estimulação precoce: crianças de zero a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente de microcefalia / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

BRONFENBRENNER, U. Bioecologia do desenvolvimento humano: Tornando os seres humanos mais humanos. Porto Alegre: Artmed; 2011.

COFFITO. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução - COFFITO Nº 407/2011. Disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional em Saúde da Família e dá outras providências. Brasília, 18 ago. 2011. Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3170

FONSECA, M. E. D; SILVA, A. C. D. Concepções e uso do brincar na prática clínica de terapeutas ocupacionais. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 23, n. 3, p. 589-597, 2015.

VASCONCELOS, L. T. S. et al. Estimulação precoce multiprofissional em crianças com defasagem no desenvolvimento neuropsicomotor: revisão integrativa. Rev. Pesqui. Fisioter. Salvador, 2019.

 

Camila Boarini dos Santos É Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, linha Educação Especial pela UNESP/Marília. Terapeuta Ocupacional graduada pela UNESP/Marília. Possui aprimoramento e especialização em Reabilitação e Tecnologia na área de Terapia Ocupacional pela mesma universidade. É colaboradora do Laboratório de Estudos de Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI), sob coordenação da Profª. Drª. Aila Narene Dahwache Criado Rocha.