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FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA PRÁTICA
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA PRÁTICA
Não é nenhuma novidade que uma formação de professores sólida é essencial para o desenvolvimento de uma práxis educativa integradora e humanizada. Sabemos que apenas por intermédio de uma formação continuada de professores é que poderemos assegurar a atuação de profissionais mais preparados e capacitados dentro das salas de aula, garantindo uma educação de qualidade para os alunos e, consequentemente, a comunidade na qual a escola está inserida.
Pensando nessa formação, nós temos tido a preocupação aqui no blog do @caféinclusão de falar sobre um dos principais recursos, talvez o mais importante na atualidade para se garantir o desenvolvimento da inserção escolar de um aluno público-alvo da Educação Especial. Falamos sobre o PEI com o texto da Ana Paula Patente, do @inclusãonaprática, e com texto da Gabriela Tánnus-Valadão, do @peiparainclusão. Embora os textos abordem aspectos diferenciados sobre o PEI, Planejamento Educacional Individualizado, ambos reforçam a importância e a urgência de desenvolver e aplicar esse documento.
Vale ressaltar que, acreditamos que o PEI (documento também conhecido como PDI ou PPI), deve ser elaborado desde o início da vida escolar do aluno e ser atualizado conforme os avanços, progressos e aprendizado ou conforme necessidades de revisão do que foi ensinado e não foi aprendido. Um dos principais objetivos para elaborar o PEI é garantir que o aluno terá eliminadas as barreiras atitudinais, curriculares e arquitetônicas. Para isso, é necessário elaborar um documento único e personalizado à necessidade e particularidade de cada aluno.
Esse documento pedagógico tem sido apenas disseminado nos cursos de aprimoramento e especialização na área da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, mas como alguém que tem contribuído na formação de professores, me questiono constantemente, se todos os profissionais da escola deveriam ser responsáveis pelo processo de inclusão dos alunos, por que apenas os especialistas conhecem essa ferramenta? Por que não podemos minimamente levar essas discussões e estratégias para os pedagogos em formação? Ampliando para os docentes dos anos finais? Expandindo para gestão escolar e demais envolvidos?
Nesse sentido, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que estou introduzindo diariamente na minha prática profissional. Tenho propiciado uma aprendizagem significativa por intermédio da ludicidade e acredito que ao aliar intencionalidade nas minhas ações as metodologias ativas eu conseguirei desenvolver uma aprendizagem que irá transcender os conteúdos aplicados em aula, para outros contextos da vida do meu aluno. Há alguns anos, isso tem feito muito sentido para mim e meus alunos têm demonstrado que dessa forma estamos gerando habilidades e competências para que posteriormente eles consigam aplicar também na prática pedagógica.
O que tenho feito é uma formação de professores, e de profissionais da saúde também, voltado para uma prática mais coerente e adequada a realidade dos nossos alunos, considerando as suas especificidades e contextualizados a esse mundo tão volátil, incerto e complexo em que nos desenvolvemos.
Essa experiência que vivi nos últimos dias foi, ao buscar atualizar esse conteúdo em uma formação de professores, encontrei a Trilha do PEI, que por sinal, indico que todos os colegas baixem esse material (ele pode ser localizado em conecta.bio/vinculoapp), foi elaborado pelo @vinculo.app, baseado nos estudos acadêmicos da @peiparainclusao. Essa trilha se apresenta quase como um jogo de tabuleiro, que através de algumas caselas te convida a se aventurar nos procedimentos metodológicos para se conhecer a experiência de desenvolver e aplicar um PEI, juntamente com os profissionais que compõem a equipe multidisciplinar e a família.
A trilha do PEI é um agradável convite a uma aventura necessária a todos os profissionais, todos aqueles que se importam com o processo de inclusão escolar e social. De modo simples e lúdico ele te faz caminhar por todas as etapas do desenvolvimento do PEI, perpassando por todos os indicadores, sendo a história de vida do aluno, os diagnósticos clínicos, as avaliações pedagógicas, a adequação curricular, a apresentação do plano a todos os envolvidos e por fim, o acompanhamento a curto, médio e longo prazo do processo de aprendizagem do aluno.
Demais não é mesmo?! Você pode estar curioso sobre a minha atuação, o que fiz com essa trilha, eu joguei! Brinquei, me diverti, mas acima de tudo, ensinei de modo lúdico um documento tão complexo para meus alunos. Após conteúdo baseado em evidências científicas, trouxe a trilha como forma de sintetizar todo esse conteúdo e aproveitei para usar esse tabuleiro e jogar com meus alunos. Como mencionei, unindo a intencionalidade da aula com a necessidade da aprendizagem significativa de um novo conteúdo, tão necessário para a formação dos meus alunos.
Convido você a usar a trilha também, de modo presencial, quando possível, ou remotamente como utilizei no Jamboard do Google. Gere novas perguntas, explore bem e compartilhe com a gente a sua experiência. Apenas não deixe de continuar sua formação, muito menos deixe de oferecer ao seu aluno e sua respectiva família o direito constante de aprender!
Texto elaborado por Maewa Martina Gomes da Silva e Souza. Sou psicopedagoga, especialista em Atendimento Educacional Especializado, Mestre e Doutora em Educação, na linha da Educação Especial.
@maewamartina
