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ROTINA PARA UMA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO
02/04/2021

              <<Você pode ouvir este texto no nosso canal no Spotify e Deezer >>    

 

Hoje, dia 2 de abril comemoramos o dia Mundial da Conscientização do Autismo desde 2007. Data criada pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de defender o respeito e a conscientização do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), buscando promover a redução de preconceito contra essas pessoas.

De maneira geral o tema a ser abordado é de extrema importância, pois, vivemos numa sociedade que padroniza as pessoas a todo tempo, e quem não está dentro do padrão estipulado pela sociedade, está sujeito a sofrer uma ação excludente em várias áreas.

Neste caso, as pessoas com TEA possuem formas de ver o mundo de maneira diferente dos demais, portanto tende a estar sujeita, infelizmente, a tal preconceito.

Para quem está chegando nesse universo agora e não entende porque falamos sobre esse olhar de mundo diferente, vale compreender quais são as características desse público.

As características da pessoa com TEA vão desde prejuízos persistentes na comunicação social recíproca e na interação social em múltiplos contextos, até os padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Com isso as pessoas com TEA tem dificuldade de mudanças de rotina. Nesse sentido, criar uma rotina estruturada é primordial, ainda mais nos tempos em que estamos vivendo onde todos nós estamos dentro de casa, distantes das nossas rotinas habituais.

 Normalmente todos nós utilizamos agendas, planner e até outros recursos para nos organizar durante o dia, e com pessoas com TEA não seria diferente.

O ponto principal é ter uma rotina com previsibilidade, com tarefas contínuas e preferencialmente divertidas. Como as pessoas com TEA tem dificuldade na comunicação é necessário que toda ela esteja bem clara, especificando os passos das tarefas, para não ter nenhuma surpresa no durante percurso.

A rotina pode ser apresentada de maneira visual com elementos reais que compõem suas tarefas, fotos, imagens representativas, cartões, palavras escritas, frases, de maneira que a pessoa acesse com facilidade, até com recursos verbais. E deve ser cumprida na sequência em que estabelecida.

Na maioria dos casos, nossos alunos gostam de seguir o mesmo cronograma todos os dias, portanto, sugiro deixar lugares da casa e horários específicos para realizar cada atividade, podendo facilitar o desenvolvimento delas. Sobre as escolhas de lugares da casa e horários, elas são relativas, até porque as rotinas dos outros integrantes da família podem influenciar diretamente.

 Além disso, todas as mudanças devem ser especificadas anteriormente, por meio de dicas visuais, verbais dependendo da idade da pessoa e como ela entende as divisões do dia. Como o dia é muito longo, apresentar toda a rotina de uma vez, pode ser cansativo. Então mais uma dica, divida a rotina em partes menores pode ajudar.

É muito importante também que as pessoas se identifiquem com a rotina, com atividades que estejam ao seu alcance, para gerarem uma tomada de consciência desde o início à conclusão.  Propor alguma recompensa nos finais das tarefas é uma boa estratégia para conseguirmos que mais atividades sejam bem-sucedidas, assim como fazer algumas trocas, momentos de lazer e brincadeiras.

Lembrando que é uma sugestão, vivemos num mundo plural com contextos diferentes, o objetivo dessa organização de rotina é oportunizar melhor qualidade de vida para todos.

Por fim, fica nítida a necessidade, bem como a importância de conversas com as famílias, profissionais da área para o aprofundamento da discussão sobre esta temática muito importante.

 

Fico a disposição para qualquer contato e demais conversa sobre o a temática. Meu e-mail é prof.wilson.nasciment@gmail.com.

Meu nome é Wilson Nascimento da Silva, professor de Educação Especial na AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente. Sou Pedagogo e Especialista em Educação Especial e Inclusiva - Universidade Estadual Paulista /UNESP de Marília; Psicopedagogo Institucional e Clínica - Instituto Brasileiro de Formação; e Pós-graduando em ABA - Análise do Comportamento Aplicada.

Além do mais admiro o trabalho do café inclusão e acompanho o instagram do @cafeinclusão e o podcast também <3.