BLOG

home > blog

TRABALHO COLABORATIVO PARA PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
30/04/2021

     <<Você pode ouvir este texto no nosso canal no Spotify e Deezer >>   

 

O mês de Abril representa uma grande conquista para as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), pois, traz uma data memorável. Com o objetivo de conscientizar os leitores, tivemos vários textos publicados aqui no blog abordando esta temática que é tão atual e importante.

Para todos se relacionarem com o tema, vamos conceituar o transtorno para que seja uma leitura leve e acessível. Com isso, as características mais comuns incluem dificuldade na comunicação social recíproca e na interação social em múltiplos contextos, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Mesmo com características marcantes, cada pessoa é única, precisam de práticas e estratégicas de aprendizagem específicas. Para uma escolarização efetiva é necessária uma investigação de forma individualizada de cada aluno com TEA, a fim de verificar suas reais necessidades e habilidades.

Em relação à inclusão, é importante ressaltar que as pessoas com TEA, assim como qualquer outra, devem ter suas necessidades básicas atendidas e como qualquer cidadão, eles devem ser acolhidos de forma humana, sem discriminação e com sua liberdade mantida. Para que essa inclusão seja efetiva existem algumas estratégias, podemos citar entre elas o trabalho colaborativo nas escolas e a atuação conjunta de uma equipe multidisciplinar.

As pessoas com TEA precisam ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar num trabalho colaborativo, que poderá contribuir para uma melhora na qualidade de vida, proporcionar o desenvolvimento de potencialidades, amenizar sintomas e promover uma melhor inserção social e autonomia.

Para que não tenham dúvidas, equipe multidisciplinar é um grupo de profissionais de diferentes áreas, que atuam de acordo com a sua formação. Geralmente, essa equipe é formada pelas seguintes áreas: pedagogia/psicopedagogia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e neurologia e/ou psiquiatria.

Esses profissionais fazem um trabalho colaborativo em diferentes espaços, podendo ser clínico, institucional e escolar. Eles promovem estratégias para reduzir comportamentos problemas, ampliar repertórios e programar generalizações do aprendizado para o dia a dia.

Na escola, é importante que o trabalho colaborativo esteja ligado a um plano de ensino individualizado e que todos os profissionais tenham acesso a ele. Sabemos que a principal atividade do professor é ensinar e ele não deve fazer isso sozinho, para um melhor desenvolvimento é preciso que os profissionais estejam alinhados, de modo que o trabalho colaborativo reflita diretamente no aluno com TEA.

Mesmo sendo um desafio, o trabalho colaborativo tem mostrado um caminho considerável a favor da inclusão social e escolar, buscando além do acesso, a permanência. Sendo assim, percebemos a importância da atuação da escola juntamente com a equipe multidisciplinar num trabalho colaborativo, já que ela nos possibilita um olhar amplo em relação ao aluno, nos permitindo atender de forma geral as características do autismo, contribuindo então para a minimização das diferenças e dificuldades apresentadas pelo TEA.

 

Ficamos à disposição para qualquer contato e demais conversa sobre a temática. Nosso contato é renaapbarbosa@gmail.com e prof.wilson.nasciment@gmail.com

 

Somos Renata Aparecida Barbosa, Psicóloga no APA- Associação de Pais e Amigos do Autista – Espaço Potencial Marília, e

Wilson Nascimento da Silva, Professor de Educação Especial na AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente.

 

Além do mais admiramos o trabalho do café inclusão e acompanhamos o instagram do @cafeinclusão e o podcast também <3.