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QUAL A IMPORTÂNCIA E SEGURANÇA DAS VACINAS CONTRA COVID-19?
21/05/2021

As vacinas contra COVID-19 fazem parte das medidas essenciais para controle da doença. Trata-se de um método preventivo imprescindível para que possamos retornar às nossas atividades presenciais sem preocupação.

Destaca-se que um período normal para desenvolvimento de uma vacina pode girar entre 10 e 20 anos. Mas por que então as vacinas contra COVID-19 ficaram prontas de modo tão rápido? São seguras? Podem causar alterações na nossa saúde daqui a alguns anos? Elas vão conseguir nos proteger totalmente?

A velocidade dessas vacinas pode ser explicada por alguns fatores. Entre 2000 e 2010, uma plataforma de vacinas já estava em desenvolvimento para acelerar o desenvolvimento em casos de urgência, em um cenário que vivemos atualmente. Foram anos de pesquisas para chegar até 2020 e usufruir dessa plataforma metodológica para acelerar a imunização das pessoas. Além disso, o investimento financeiro para vacinas contra COVID-19 é algo surpreendente. Outro fator que ajudou bastante foi o número de pessoas testadas, por se tratar de um vírus que infecta as pessoas facilmente. Em doenças com baixa taxa de contágio, iria levar bem mais tempo para testar a segurança e eficácia das vacinas.

Quanto à segurança dessas vacinas, é algo muito importante de entendermos. As vacinas passam por uma avaliação em três fases revisada pelos maiores especialistas na área de imunologia, epidemiologia e virologia. Na primeira e segunda fase, os pesquisadores analisam a segurança de modo mais específico. Mas para chegar nessa fase, a vacina já foi testada em animais, mostrando segurança e eficácia. Na terceira fase, um grupo maior de pessoas (cerca de 5.000-50.000) que são expostas ao vírus é analisado. No nosso contexto, profissionais da saúde que trabalham em hospitais foram analisados, haja vista que são diariamente expostos ao novo coronavírus. Então, aguarda-se um número mínimo de pessoas para serem infectadas. Após isso, faz um cálculo de pessoas infectadas com base nos grupos que receberam placebo (substância sem efeito farmacológico) e que receberam a vacina. Outrossim, os voluntários testados e os pesquisadores que aplicaram não sabem se a intervenção foi vacina ou placebo. A Organização Mundial da Saúde aprovou vacinas com eficácia maior que 50%. É importante salientar que nenhuma vacina no mundo é 100% eficaz. As vacinas protegem o organismo de desenvolverem a doença, mas caso a pessoa vacinada pegue a doença, ela desenvolve sintomas mais brandos.

Sobre a segurança e a possibilidade de causar doenças no futuro, os efeitos adversos ocorrem no máximo 30 dias após a primeira dose, podem se repetir na segunda dose, mas de modo mais leve. Os testes de segurança costumam abranger 90 dias para ter uma margem de segurança maior. Em raríssimos casos, pessoas com doenças auto-imunes podem ter problemas do sistema imunológico após esse período. Nenhuma das vacinas possuem interação com o DNA, descartando a hipótese de que vacinas podem causar alterações no DNA. É comum que a pessoa desenvolva reações como febre, fadiga e dor no corpo após a vacina. Um número menor que 0,0005% teve reações graves, mas pesquisas já levantaram grupos de risco. Quanto à vacina da Astrazeneca, pessoas que apresentam reações à compostos que causam alterações na coagulação e gestantes entram em grupos de risco. Já na vacina da Pfizer, pessoas que já sofreram crises anafiláticas entram no grupo de risco.

Assim, com base nas informações apresentadas, podemos entender que as vacinas fazem parte de um fator preventivo extremamente importante para controlar a atual Pandemia.

 

Vitor Engrácia Valenti: Doutor em Ciências, Pós-Doutorado em Fisiopatologia, Livre-Docente em Fisiologia e Graduadoem Fisioterapia. Professor Dr. da UNESP de Marília.