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AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA
Final de semestre se aproximando e nós professores já conseguimos imaginar o período em que iremos investir fazendo avaliações, reavaliações, fechamento do segundo bimestre, do primeiro semestre, relatórios, planilhas e portfólios.
Nada que já não estejamos acostumados, exceto pelo fato de estarmos realizando boa parte dessas ações de modo remoto ou híbrido, em função do período de distanciamento social que estamos vivenciando desde março de 2020.
Ainda assim, mesmo experientes, precisamos falar sobre a avaliação pedagógica por dois motivos: em primeiro lugar, para auxiliar os jovens profissionais que estão vivenciando esse momento pela primeira vez, e em segundo lugar, para lembrarmos que não há nada pronto, ou seja, podemos reforçar nosso conhecimento sobre o assunto e ainda mais valorizar a importância da avaliação em nosso contexto.
Por isso, vamos relembrar!
Todos os alunos precisam passar por um processo de avaliação constante durante o período escolar. Infelizmente, ainda vemos práticas que acreditam que essa avaliação não precisa ser constante, mas que ela pode ser feita, em um ou no máximo dois momentos.
Outra problemática que encontramos, se refere ao fato de muitos profissionais, não apenas da educação, mas nos dedicaremos a ela aqui, acreditarem que o momento da avaliação é baseado apenas e exclusivamente na aplicação das antigas provas.
Considerando uma concepção de avaliação pedagógica mais contemporânea, podemos conceber a educação como uma experiência a partir de vivências múltiplas, que precisa agregar todo o desenvolvimento de um aluno. Dessa forma, a avaliação deve ser contínua, cumulativa e especialmente sistemática.
Essas avaliações precisam ser desenvolvidas com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno em relação ao currículo escolar, lembrando mais uma vez que esse currículo também deve ser considerado para alunos público-alvo da Educação Especial, necessário reforçar isso, mas deixaremos para outro momento essa discussão.
Ainda sobre a avaliação, não devemos priorizar apenas o resultado ou o processo, mas a prática da investigação, questionando constantemente a relação entre o ensino e a aprendizagem, para que possamos identificar os conhecimentos construídos, assim como as dificuldades de uma forma dialógica.
Lembrando que apenas a partir da avaliação pedagógica que teremos condições de realizar o planejamento dos planos de aula e especialmente das atividades a serem desenvolvidas mediante as dificuldades apresentadas pelo aluno.
Quando elaboramos atividades pedagógicas sem uma avaliação prévia, estamos fadados ao erro de não considerar as reais necessidades do aluno, por isso através dela podemos verificar todo conteúdo prévio apresentado pelo aluno e vislumbrar as competências que podem ser melhor desenvolvidas por ele, assim como por você professor.
Eu sou Nídia Maria Ribeiro da Silva Martins, Pedagoga. Atudo há 20 anos na Educação Infantil, me tornando especialista não apenas em desenvolvimento infantil, mas em brincadeiras, alegria... aprendizagem! Sou apaixonada pela educação e seguidora assídua do Café Inclusão!
