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A TERAPIA OCUPACIONAL NO CONTEXTO ESCOLAR
Sabe-se que o processo avaliativo pedagógico vai nortear toda a prática profissional.
Mas afinal, como a Terapia Ocupacional se insere e auxilia no processo avaliativo dentro da escola?
Para entendermos este ponto, primeiro vamos falar sobre a Terapia Ocupacional (TO). Segundo a Associação Americana de Terapia Ocupacional (AOTA) essa profissão é compreendida a partir de oito ocupações que são chamadas de atividades de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, descanso e sono, educação, trabalho, brincar, lazer e participação social. O envolvimento em ocupações estrutura a vida cotidiana, visto que têm um propósito, significado e utilidade percebida pelo cliente e contribui para a saúde e para o bem-estar, sendo multidimensionais e complexas (AOTA, 2015). A partir dessas ocupações, o terapeuta ocupacional se insere com o objetivo de possibilitar a participação em papéis, hábitos e rotinas em diversos ambientes, traçando, de forma multiprofissional, planos de intervenção que possibilitem maior qualidade de vida do paciente.
Historicamente, a inserção da TO no campo da Educação se fez através da "Educação Especial”, nesse contexto educacional esta profissão se caracteriza/ou pelas atividades de apoio aos educadores com uma ação voltada especificamente para o estudante com deficiência, através de procedimentos terapêuticos organizados com os critérios de diagnósticos clínicos ou psicopedagógicos, avaliação de comportamento e critérios de faixa etária.
Depois, com a chegada da Lei de Diretrizes e bases é que o espaço da TO neste contexto aumentou. O terapeuta pode trazer atividades que estimulam o professor a refletir sobre a interferência de fatores biológicos e ambientais na aquisição de habilidades e comportamentos adaptativos em cada fase.
Dentro de um processo avaliativo, é preciso levar em conta o ambiente, o contexto e o sujeito. A TO irá somar seus conhecimentos aos conhecimentos do professor e assim poderá facilitar o processo de aprendizagem do aluno.
Vale ressaltar aqui que cada aluno poderá ter uma demanda. Nesse sentido é importante que a atividade oferecida a ele seja sempre planejada pelo professor, de forma a atender as necessidades.
A ação da TO na escola foge do ambiente clínico, pois não se atem especificamente à deficiência do aluno e não tem a intenção de questionar o trabalho pedagógico, mas sim desenvolver um trabalho permeado pelo diálogo com os educadores, os alunos, os pais, a comunidade e toda equipe pedagógica, no sentido de facilitar a identificação das dificuldades que permeiam as relações e potencializam pensamentos e ações centradas na força da coletividade. O trabalho da TO é de direcionar atividades que facilitem as ações dos alunos que necessitam de acompanhamento por dificuldades variadas. Neste processo, o terapeuta ocupacional promove oficinas, palestras, roda de conversas, estudo de caso entre outras atividades, para obter trocas, reflexões e construções de diálogos.
REFERENCIAS:
ASSOCIAÇÃO Americana de Terapia Ocupacional. Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo. 3ª ed. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 2015;26(Ed. Especial):1-49.
Fico a disposição para qualquer contato e demais conversa sobre o a temática. Meu e-mail é mahmartiins1@gmail.com
Eu sou Mariana Martins Mouro, Terapeuta Ocupacional pela Unesp- Campus Marília, Mestra em Educação Escolar pela Unesp- Campus Araraquara; Pós graduanda em Neurologia aplicada a Terapia Ocupacional, pelo Hospital Israelita Albert ; Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Atividade e Desenvolvimento Infantil (GEPADI), desde 2014. Atuo com desenvolvimento infantil, formação de professores e práticas pedagógicas. Sou apaixonada pela TO e educação e seguidora assídua do Café Inclusão!
