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DESAFIOS DO ENSINO PARA ALUNOS COM DEFICIENCIA INTELECTUAL
13/08/2021

Um dos maiores desafios do ensino para alunos com deficiência intelectual é fazer com que ele reconheça suas potencialidades onde muitas vezes ele mesmo enxerga limitações.

Primeiramente é preciso conhecer e identificar as características desses alunos, ressaltando que cada um tem suas dificuldades mas também habilidades e alguns deles as dificuldades acontecem cognitivamente como, focar a atenção, dificuldades para memorizar, comunicação, lentidão na aprendizagem, dificuldades também quanto a conceitos abstratos.

Dificuldades na coordenação motora, também vão aparecer por exemplo alteração na motricidade fina, alguns até de maneira mais severa e também as dificuldades de aspecto emocional, então isso ganha destaque para a importância do convívio social para o desenvolvimento, principalmente se os educandos forem da mesma idade.

Tais limitações características de alunos com deficiência intelectual são dependentes das oportunidades e suas próprias necessidades e não apenas alunos com deficiência, mas qualquer outro aluno tem as competências que se destacam e limitações que precisam conviver.

Nessa conjuntura entre o papel do professor, da família e até dos amigos pra que eles se desenvolvam e enfrentem suas dificuldades de forma determinante, existe um outro desafio que é a criação de espaços e mecanismos para estimular o cognitivo a parte motora e o aspecto social e consequentemente isso cria possibilidades para o desenvolvimento global.

Ressalto ainda que dentro de toda essa perspectiva enfrentada por este aluno, sua família e também seu professor precisam estar alinhados as possibilidades de uma educação inclusiva e de oportunidades, saindo do aspecto legal ou seja, das legislações que norteiam a temática que garantem a educação gratuita e outras tantas previsões para a realidade, sendo assim fazer com que as coisas de fato aconteçam.

O ato inserir o aluno no contexto escolar e social deve estar em nós, no “eu professor”, na sociedade, na escola e na família que é quem enfrenta as maiores dificuldades.

Hoje o que temos é a realidade de alunos com deficiência intelectual frequentando regularmente salas de inclusão e isso apesar de ser de caráter essencial ao indivíduo, também enfrenta preconceitos por parte de algumas pessoas o aluno muitas vezes já se sente excluído dentro das suas próprias dificuldades, por conta disso o acolhimento deve ser essencial.

Fato é que a inclusão deste aluno é primordial para o seu desenvolvimento, não apenas no âmbito social mas também emocional e psíquico.

A integração da família, escola e todos seus participantes, bem como os docentes é de suma importância no processo de aprendizagem desses alunos e com estratégias que fortaleçam também as potencialidades, aí se destaca a importância do preparo profissional e suporte pedagógico adequado da busca por conhecimentos para não ser mais uma barreira na vida deste aluno e sim ser o professor adequado,especializado,preparado para esse processo de ensino e aprendizagem, a importância de uma formação sólida e de um trabalho multidisciplinar no atendimento  das necessidades deste aluno.

É valido ainda ressaltar que se o professor se dispõem a atuar nesta modalidade e encontra defasagem em conhecimentos técnicos, tem o compromisso de buscar o aperfeiçoamento, formação continuada e ofertar o seu melhor nessa especificidade.

Ensinar é acima de tudo criar autonomia e emancipar seu aluno, e este compromisso nós educadores temos desde o juramento na nossa formatura da faculdade.

Para esses alunos com deficiência intelectual o diálogo e a empatia são premissas importantes, saber ouvir também é indispensável, além do acompanhamento adequado e orientação as famílias.

Temos sim respaldo na educação quando falamos de inclusão, mas temos também dificuldades, preconceitos e quando o assunto é a deficiência intelectual principalmente na rede pública isso não é diferente, é preciso preparo, políticas públicas educacionais e investimentos nessa área, com estrutura pedagógica para o atendimento, já que é conhecimento de todos sobre a luta das escolas em se adequar, da família em realizar a inserção do aluno, do professor diante de tantas adversidades e esse papel vem somado com as estratégias que ele tem para potencializar essa aprendizagem, mas a escola e toda equipe gestora também precisam estar alinhadas ao mesmo ideal.

Claro que qualquer aluno pode apresentar limitações, mas o professor não deve fazer disso uma determinante, considere seu aluno e seus saberes dentro do seu planejamento e jamais se esqueça que a avaliação está em diversos aspectos principalmente no se autoavaliar enquanto educador.

Um aluno participante de uma aula bem planejada, focada em roteiros que tenham objetivos claros, jamais cairá no improviso é importante conhecer seu aluno, sua família, sua história, características, interesses, meio social as dificuldades, potencialidades, trabalhar o coletivo, a cooperação, valorização e a aprendizagem significativa sempre articulando aos seus interesses e ao saber que este aluno carrega consigo.

Com todas essas estratégias o currículo e a aprendizagem do aluno com Deficiência Intelectual ganham não apenas objetivos mas potencial de aprendizagem.

Concluindo, é de grande importância a preparação do ambiente educativo para receber este aluno e outros tantos que apresentem maiores necessidades e o profissional que crie as estratégias adequadas, potencializadoras, adaptando currículo, planejando o espaço físico e no tocante a inclusão o professor sempre será peça principal neste contexto e ao se tratar do aluno com deficiência intelectual este professor precisa estar ainda mais engajado e lutar para que seja ofertado um ensino de qualidade articulados não só a inclusão, más também a legislação,autonomia,crescimento e expansão do saber.

O professor tem como desafio diário criar a inclusão, principalmente para superar seus próprios limites, pois quando o objetivo é criar a independência e autossuficiência de um aluno isso já é ir muito mais além.

“Não basta que todos sejam iguais perante a lei, é preciso que a lei seja igual perante todos”.

                                       (Salvador Allende)

 

O ser educador é aquele que vai em busca de proporcionar tudo isso que foi descrito, encontrar sempre uma lei que respalde as dificuldades, é a conversa trocada em equipe, é a ponte no meio da gestão e é ser ainda um suporte para o aluno protagonista do contexto real, além de ser um porto seguro para sua família!

 

 

Andressa Dumont Franco de Souza

Pedagoga formada pela Faef de Garça-Sp, ex-Conselheira Tutelar deste mesmo Município, com 10 anos de atuação, bacharel em Direito pela Unimar-Universidade de Marília-Sp, em fase de conclusão de Especialização em Formação de Professores em Educação Especial com ênfase em Deficiência Intelectual.

Atua como professora particular em Garça-Sp trabalhando com Suporte Pedagógico, Orientação ao Desenvolvimento Educacional, Reforço Escolar, aulas de Apoio para crianças com dificuldades de aprendizagem Alfabetização e outros.